quarta-feira, 30 de julho de 2025

Um olhar ao espelho

Não gosto de pessoas que falam alto. Não gosto de gritos. Não gosto de berros. Não gosto dessa mania de achar que o volume da voz é diretamente proporcional ao peso da razão. Há quem grite para se fazer ouvir, há quem berre para parecer que sabe, há quem fale alto para abafar o vazio que traz por dentro. A mim, incomoda. A mim, fere. A mim, afasta. Porque acredito, com tudo o que sou, que há silêncios que dizem mais do que mil frases disparadas em modo metralhadora. Acredito que o silêncio, quando bem colocado, pode ser mais certeiro do que qualquer grito. E, mesmo assim, mais educado. Mais digno. Mais humano. Não é preciso falar alto para ter razão. Aliás, quem tem mesmo razão, quase nunca precisa de aumentar o tom. Fala baixo, porque sabe o que diz. Fala sereno, porque não tem de provar nada. Fala simples, porque a verdade não grita. E quando o outro começa a gritar, eu desligo. Simples. Paro de ouvir. Corto o som, fecho a porta, desisto do diálogo. Porque não suporto. Não suporto essa agressão sonora disfarçada de opinião forte. Não suporto quem confunde intensidade com barulho. Não suporto quem acha que se impõe por gritar mais alto. Há quem precise do grito para existir. Eu existo no silêncio. E quando não respondo, não é por não ter resposta — é por ter respeito. Quando me calo, não é por desistência — é por escolha. Quando me afasto, não é fraqueza — é defesa. Porque o que vem aos berros, eu deixo ficar à porta. E sigo. Em silêncio. Mas bem longe.

Tempos dourados

Derrepente: Acabou rua montenegro. Pier de Ipanema desmontou Pizzaria palace fechou Pizzaria Guanabara exauriu. Baixo Leblon mudou. Bar do Oswaldo decantou Barril 800, Castelinho, New York city, drive in da lagoa, Tivoli park, feira da providência, cancelou. Pedro ll, Colégio Andrews, Princesa Isabel , Santo Inácio, Anglo Americano, Padre Antônio Vieira, Acadêmico , Virgem de Lourdes,Guanabara. Chacrinha, Bolinha,Silvio Santos, balança mais não cai , topo Gigio, planeta dos macacos, Armação Ilimitada, Menino do Rio,Nós embalos de Sábado a noite , Último tango em Paris, Emanuele,Grease. Company, Energia, Hang Teen, Us top, Dijon , America Denin, Gang, Richard, ALL Star, Kichute, Conga, Bicicletas Caloi 10, Peugeot Monark, tigrão, Rico, Daniel Friedman, Bocão, Saquarema,Teresópolis , Búzios , Visconde de Mauá. RD350, GT360, Honda 500, TT180, Velosolex, Push, Mobilete, Gareli, skate vortex, Brasília, Belina, Passat, Puma, Sp2, Karmanguia , Miura, MP lafer Sanduíches do Gordon, Lamas, Fiorentina, Boate Le bateau, hipopótamo, Hobin good, Papagaio, Calígula, Noites Cariocas, Ilha dos pescadores, Circo Voador, Canecão. Arpoador, Rox Roller Cinemas Rian, Roxy, Veneza Teatro Scala , Tereza Rachel, Arena, Ginástico, Rival, Tablado, Shopping da Gávea ,show no Maracanãzinho. Cinelândia Papai Noel, Holiday on Nice, DJ big boy, monsenhor Lima, Rádio Transamérica, Antena 1, Rádio Fluminense, Rádio Cidade. Tínhamos Carnaval de rua , Scuderia Le Cooke, Mariel Mariscot, Lúcio Flávio, Hélio Gracie, Rei Zulu, Nelson Pereira dos Santos . Caca Diegues, Macunaíma, Pra frente Brasil, memórias do cárcere. Eles não usam Black tie. Cachorro quente do Genial, Torta do chaika, big bobs, perdeu o sabor. Tínhamos Petit. (menino do rio) Pepê, revistas surf, Manchete, Status, Mad, Barracas do Pepê em São Conrado . Pepê campeão mundial de asa Delta . Campeão Surf. São Conrado, praia dos cães e point de asa Delta. Pedra bonita era rústica, Mesbla , Sears, Galeria River. Marius, Rincão Gaúcho, Plataforma, Antiquários, Castelinho ,Bar Luis, Caneco 70. Vips, Play boy, Telefonar era com ficha, Urgência era via telex/telegrama, Correspondência via carta registrada.ponte Rio Niterói ,primeiros dois anos de graça. Futebol era para torcidas e família . Tínhamos a melhor música , às melhores festas c/ todos os ritmos , Também grandes artistas e centenas de comediantes . Amigos eram amigos E todos viviam sem divisões ou repugnância sociais e políticas. Obs: não é um momento saudosista meu e sim uma boa lembrança nessa homenagem aos contemporâneos do RJ desse tempo dourado .

Voe

De tudo o que existe, O mais importante está dentro de você. São as suas qualidades de coragem, Confiança e amor que querem brilhar, Produzir resultados, dar-lhe saúde e paz. Ponha-as em uso, visando realização, Melhoria e pacificação, E verá fluírem de dentro Como um pássaro restituído à liberdade. Renove-se. Trabalhe com confiança. Aja com fé no dia de hoje e no de amanhã. Confie nas suas qualidades , Porque são de Deus. Tudo melhora por fora Para quem melhora por dentro. Você é um pássaro preso Quando prende as suas qualidades. Por isso, voe, mas voe bem alto E verá do que você é capaz... Voe... voe... e Seja Feliz!!

terça-feira, 29 de julho de 2025

A menina e o luto

“A menina e o luto” Um dia, ele apareceu. Não bateu na porta. Não pediu licença. Só entrou. Grande, escuro, pesado. A menina tentou fugir. Mas ele a seguiu. Não gritava, não falava, apenas existia. No começo, ela chorava de medo. Achava que ele iria ir embora, se ela o ignorasse. Mas ele não foi. Dormiu aos pés da cama. Sentava ao lado nas refeições. Sussurrava no silêncio. Pesava no peito. Ela o odiou. Quis expulsa-lo. Se sentia culpada por não conseguir se livrar dele. Até que um dia… ela parou de lutar. E, em vez de correr, olhou. De perto. Percebeu que ele não era um monstro. Era um pedaço dela que havia perdido algo muito importante. Era a ausência… tomando forma. E então a menina e o luto passaram a caminhar juntos. E ele ainda era escuro, mas não mais assustador. Ela aprendeu a viver ao lado dele, sem tentar escondê-lo. Sem mais brigar com a dor. Porque entendeu que o luto não era o fim. Era só um jeito do amor continuar existindo. E porque já não havia mais nada que ela pudesse mudar… Ela precisou com o tempo, Aceitar o luto como parte da vida. Não por escolha, mais por sobrevivência. E assim, a menina seguiu… com o luto de um lado, e a memória do amor do outro aprendendo, dia após dia, a caminhar entre os dois.

Amor de mãe

💔 “Ele chorava como criança. Gritava: ‘Mãe, abre a porta!’. Mas ela… não abriu. E por trás daquela porta fechada, nasceu o gesto de amor mais difícil que uma mãe pode ter.” Ele batia com força, como se pudesse abrir na base do desespero. Tinha 40 anos nas costas, mas naquele momento parecia um menino perdido, implorando por colo. — “Mãe… por favor! Me deixa entrar!” Ela estava lá dentro. Ouvia cada palavra. Mas não respondia. Não porque não amasse… Mas porque se respondesse, cederia. O filho morava com ela. Na mesma casa onde deu os primeiros passos. Mas há anos… não vivia. Apenas vegetava. Não estudava. Não trabalhava. Não ajudava. Dormia até tarde, comia o que achava, se fechava num mundo de silêncio e apatia. Ela já tinha tentado de tudo. Comida pronta. Contas pagas. Conselhos. Paciência. Amor. Mas ele se afundava mais. E então ela entendeu: aquele cuidado… estava matando os dois. Um dia, ele saiu pra comprar algo no mercado. E ela agiu. Colocou as roupas dele em duas malas. Deixou um bilhete: o número de uma vaga de emprego na área de design — a mesma que ele nunca quis exercer — e um valor suficiente pra se virar por alguns dias. Trancou a porta. E esperou. Quando ele voltou e viu a cena… explodiu. Gritou. Chorou. Bateu. Ela ouvia tudo do outro lado da porta, com o coração em frangalhos. Mas não abriu. Porque às vezes… amar é resistir. Nos dias seguintes, ela quase cedeu. Pensou em correr atrás. Em dizer que estava arrependida. Mas respirou fundo. E segurou firme. Até que, meses depois… alguém bateu. Um toque leve. Sem gritos. Sem raiva. Era ele. Mais magro. Mais sério. Mas com um olhar novo. — “Não vim pra pedir pra voltar”, ele disse. — “Vim pra agradecer.” Contou que passou fome. Que sentiu medo. Que alugou um quarto minúsculo e lavou pratos pra comer. Mas que o tombo o acordou. Arranjou emprego. Voltou a desenhar. E descobriu — finalmente — que podia andar com as próprias pernas. Antes de sair, ele a abraçou. De verdade. Pela primeira vez em anos. Nem todo herói salva. Alguns soltam. Porque amor de verdade não é sufoco. É impulso. E às vezes… o maior “eu te amo” é o silêncio atrás de uma porta trancada. 🚪🫀

Porque sou uma bruxa

PORQUE SOU UMA BRUXA Sou uma bruxa porque Sempre que abro os olhos ao despertar, me emociono por mais um dia para viver, livre e comprometida com as coisas e as causas da Grande Mãe. Neste momento procuro refletir a respeito dos tantos dias que nos foram tirados, por inveja, injúria e cobiça e peço luzes e força a Deusa Mãe para o dia de hoje. Sou uma bruxa porque ao abrir as janelas e respirar o ar da manhã, agradeço a Deusa pelo dom da vida, e celebro o pai ar pela sua presença em mim. Sou uma bruxa porque, ao me alimentar, celebro aquele bendito alimento e bendigo todos aqueles que contribuíram com seu trabalho para que o mesmo chegasse à minha mesa. Sou uma bruxa porque, sempre de alguma forma, renasce o amor em mim, e minha alma agradecida transmite luz. Sou uma bruxa porque sempre me envolvo e me comprometo a serviço da justiça e da paz no mundo. Sou uma bruxa porque estou sempre insistindo em abrir as portas do meu coração para transmitir os ensinamentos dos antigos e facilitar o despertar da grande arte nos corações dos que me cercam. Sou uma bruxa porque estou sempre acendendo um fósforo sem maldizer a escuridão. Sou uma bruxa porque busco a verdade sem jamais me conformar com a mentira e o subterfúgio. Sou uma bruxa sempre que renuncio ao egoísmo e procuro ser generosa. Sou uma bruxa quando sorrio para alguém, mesmo estando muito cansada, pois conheço o valor do sorriso. Sou uma bruxa quando preparo um chá que vai curar, ou pelo menos amenizar a enxaqueca daquela vizinha chata. Sou uma bruxa quando tomo um animal em meu colo para lhe amenizar a dor. Quando planto e colho uma erva e agradeço a Gaia por tamanha dádiva. Sou uma bruxa quando persigo a luz de uma estrela com o olhar e o coração nas trevas que nos circundam. Quando levo a fé nos Deuses por entre linhas, apenas com minhas ações. Sou uma bruxa quando em rijo, sinto o rio do sangue da vida que escoa nas minhas entranhas. Quando sou fogo que estimula o coito, e água que transforma e modifica cursos. Sou uma bruxa porque me aconchego no seio sagrado da terra, voltando ao colo sagrado. Quando abro o circulo invocando os ventos do norte, buscando no canal dos antigos o néctar do renascer. Sou uma bruxa porque, quando falo em liberdade, me sinto águia. Quando falo de sabedoria, me sinto coruja, e, quando falo do belo, me sinto arara. Sou uma bruxa porque estou sempre atenta ao perfume, que não posso derramar no próximo sem que também me atinja e a lei tríplice se faz em mim. Sou uma bruxa quando vivencio o sabor do pão partilhado. Quando procuro pedir perdão e recomeçar. Sou uma bruxa quando me recolho ao silêncio perante um julgamento preconceituoso ou injusto a meu respeito, entrego ao tempo. Único polo óptico da verdade imutável. Sou bruxa quando desenvolvo em meu ser a humildade de viver e morrer como o grão de trigo, para depois frutificar searas de luz, de tenacidade e esplendor. Sou uma bruxa porque estou sempre ressurgindo das cinzas como Fênix. E assim, retomar a minha vivência concreta, cujo itinerário principal é a minha Deusa interior, forte, guerreira, translúcida, serena e amorosa a despertar em mim. Por tudo isso, sou uma bruxa!Porque sou uma bruxa
📜🦛🐊 A Fábula do Hipopótamo Leal e o Jacaré Distraído ✨💔🌿 Na beira tranquila de um grande rio, onde as águas refletiam os sonhos e as dores dos animais que por ali passavam, vivia um hipopótamo bondoso chamado Tamú. Ele era forte, sereno, e carregava no peito um coração grande demais para ser entendido à primeira vista. Tamú havia feito amizade com um jacaré esperto chamado Zakaré. Era uma amizade improvável — um era lento, pacato e profundo; o outro, ágil, superficial e sempre com pressa de partir para outro lugar. Mesmo assim, Tamú ofereceu tudo o que podia: abrigo nas noites frias, escuta nos dias de tristeza, e até sua sombra larga nas horas em que o sol queimava sem piedade. Zakaré, no entanto, confundia essa bondade com obrigação, como se Tamú estivesse ali apenas para servir — sempre, e para sempre. — “Se eu sumir hoje, ele estará ali amanhã”, pensava Zakaré, rindo com os peixes e distraído com as borboletas do pântano. E então, um dia, Tamú parou de esperar. Suas pegadas deixaram de marcar o barro onde Zakaré se deitava. Sua sombra sumiu das margens. Seu silêncio se tornou mais barulhento que qualquer grito. Zakaré só percebeu a falta quando os outros animais, aqueles com quem ele tanto se distraía, começaram a ir embora um a um. Nenhum deles o conhecia de verdade como Tamú conhecia. Nenhum deles ficava quando ele estava mal-humorado ou inseguro. Nenhum deles oferecia presença — só companhia. Arrependido, o jacaré procurou o amigo no velho tronco caído onde costumavam conversar, mas tudo o que encontrou foi o eco de suas próprias ausências. No lugar onde Tamú costumava estar, havia apenas uma mensagem gravada na lama endurecida: “Estive aqui. Estive contigo. Estive por nós. Mas você escolheu não ver.” Com o coração pesado, Zakaré entendeu: a verdadeira perda não é a ausência de alguém… é perceber tarde demais o valor de quem esteve inteiro por você. 🌱 Moral da fábula: Nunca trate como garantido quem escolhe estar ao seu lado de forma genuína. O tempo não espera, e o coração que ama em silêncio também aprende a partir. A oportunidade que você joga fora pode ser a saudade que nunca mais encontra volta.

Sentimentos de culpa na infância...

Sentimentos de culpa na infância podem estar ligados a doenças mentais The Huffington Post | De Carolyn Gregoire A culpa excessiva é um sintoma conhecido da depressão adulta, mas um novo estudo indica que tais sentimentos na infância podem prever doenças mentais futuras, incluindo depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno bipolar. A ligação parece centrada na ínsula anterior – uma região do cérebro envolvida na regulação da percepção, das emoções e da autoconsciência que já foi ligada a transtornos de humor e de ansiedade e à esquizofrenia Segundo os pesquisadores, crianças que mostram sinais de culpa patológica têm uma ínsula anterior com menor volume, o que é associado à depressão, e tinham maior probabilidade de se sentir deprimidas. Os pesquisadores da Universidade Washington, de St. Louis, conduziram um estudo longitudinal de 12 anos de 145 crianças de idade pré-escolar. Com idades de 3 a 6 anos, elas foram avaliadas para buscar sintomas de depressão e culpa. Entre as idades de 7 e 13 anos, as crianças foram submetidas a exames de ressonância magnética a cada 18 meses. A equipe planeja continuar estudando as crianças por mais cinco anos, pelo menos. Entre as que foram diagnosticadas com depressão, mais da metade mostrava culpa patológica, comparado com 20% das que não sofriam de depressão. Os pesquisadores descobriram que as crianças com altos níveis de culpa, mesmo que não sofressem de depressão, tinham ínsulas anteriores menores – o que prevê depressão mais adiante em suas vidas. Crianças com ínsulas anteriores de menor volume no hemisfério direito, relacionadas a culpa ou depressão, tinham maiores chances de apresentar episódios recorrentes de depressão clínica quando crescerem. O estudo, publicado mês passado na revista JAMA Psychiatry, é o primeiro a fazer correlação entre culpa na infância e mudanças físicas no cérebro. É claro que a direção da causalidade ainda é desconhecida: a culpa na infância pode levar a mudanças no cérebro, mas também é possível que crianças predispostas à depressão tenham maior probabilidade de sentir culpa excessiva. De qualquer modo, a pesquisa sublinha outra ferramenta potencial para a detecção antecipada de crianças com alto risco de sofrer de depressão. Isso pode ajudar pais e educadores a adotar medidas preventivas. “Essa pesquisa é muito nova e empolgante porque você pode observar mudanças no cérebro, e ela mostra que a intervir cedo é realmente importante”, disse Michelle New, psicóloga da George Washington University, à The Atlantic. “Rejeitar sintomas precoces é perigoso.”

A mulher

Nem toda mulher que parou de amar está vazia. Às vezes, ela apenas se recolheu para sobreviver. Ela não perdeu a capacidade de sentir, apenas aprendeu, muitas vezes com dor, a proteger o que ainda restou. Porque houve um tempo em que ela amou com tudo. Com o corpo, com a alma, com os olhos fechados e o coração entregue. E nesse tempo, ela acreditou que o amor bastava. Mas o amor, sozinho, não foi suficiente para impedir o abandono, a mentira, o cansaço, a entrega não correspondida. Hoje, ela anda devagar. Não por frieza, mas por reverência à própria cura. Sua missão agora é outra. É restaurar a si mesma, pedaço por pedaço, como quem recolhe os cacos de um vaso precioso, não para colá-lo da mesma forma, mas para descobrir uma nova beleza naquilo que já foi quebrado. A mulher que não consegue mais amar talvez esteja apenas redirecionando o amor que sempre deu aos outros… para si. Talvez ela esteja aprendendo a se ouvir, a se priorizar, a dizer "não" sem culpa, a colocar limites sem medo. E tudo isso também é amor. Um amor silencioso, reconstruído no escuro. Um amor que ninguém vê, mas que é sagrado. Não é fraqueza. Não é amargura. É processo. É pausa para que algo novo nasça, mesmo que, por agora, pareça apenas silêncio. E se ela não quiser mais amar como antes, tudo bem. Porque a sua missão nunca foi apenas amar o outro. Sua missão sempre foi lembrar que ela também é merecedora de ser amada… por ela mesma, pela vida, pelo Divino. Ela não perdeu o amor. Ela está renascendo nele.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Se servimos

Se servimos para aplacar a tua solidão... Se servimos para que te sintas importante quando voltas pra casa... Se servimos para lamber tuas lágrimas quando estás triste... Se servimos para que não passeies sozinho pelas ruas em final de tarde... Se servimos para te dar segurança contra a violência de teus semelhantes... Se servimos para proteger teus filhos quando não estás por perto... Se servimos para que teu coração não seja o único a bater em tua casa... Se servimos para que te divirtas brincando, achando que é por nossa causa.... Se servimos para com nossas vozes alegrar teu silêncio... Se servimos para que tua mão afague um pêlo macio.... Se servimos para que carregues alimento e trabalho em nossas costas... Se servimos para que teus olhos se encham com a beleza de nossas p lu mas... Se servimos para chorar tua morte quando não tens ninguém para chorar por ti... Então não nos maltrates, não descontes tuas tristezas em nosso corpo frágil, não nos abandones à própria sorte, não te afastes tanto, de forma que não consigamos mais te encontrar.... Respeites nossos sentimentos, pois todos nós considerados 'irracionais' temos sentimentos... basta olhares bem dentro de nossos olhos e verás que lá está escrito tudo o que aqui foi dito.... Cuide de mim e de meus filhos como cuidas dos teus.... Cuido de ti e de teus filhos como cuido dos meus... Sejas meu amigo e te serei eternamente grato, e o dia que eu partir chores de saudades, mas nunca de arrependimento pelo abandono... Somos um cão, um gato,um cavalo ou um pássaro... Enfim, somos todos os animais do mundo que aqui estamos pelas mãos de Deus!!!! ¨A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter e pode ser seguramente afirmado, que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem' Se meditares sinceramente, nas provas que já vencestes, nos problemas que já atravessaste, nas dores que já esquecestes e nos obstáculos que muitas vezes já contornastes, sem maior esforço de tua parte, reconhecerás que o amparo de Deus esteve e está contigo em todos os momentos, aprendendo a cooperar mais em favor da paz em ti mesmo consolidadando a fé na Providencia Divina que nunca nos desampara. (Emmanuel)
Quando a vida sorri Nem tudo é preto e nem tudo é branco na vida. Se muitas vezes temos a impressão que o mundo e todas as misérias dele recaem sobre nós é por que não olhamos com mais objetividade para nosso interior ou os passos que deixamos para trás É próprio do ser humano, ou da maior parte dele, de revisitar a vida mais facilmente nos momentos dolorosos. Vamos, passo a passo, revendo isso mais aquilo, sempre somando as tristezas. Parece que queremos nos convencer da nossa razão de tristeza existencial, provar a nós e aos outros o quanto somos privados da felicidade que cremos (mas só cremos!) destinada a alguns privilegiados. Há cada ano quatro estações distintas que nos mostram que a vida está sempre em movimento. Há cada dia variações de temperatura e de luminosidade que provam que a vida não é estática. E é assim conosco. Depois das primeiras horas, primeiros dias e primeiros anos muito e muito aconteceu. Por que então privilegiar os momentos onde a vida pareceu mais árdua, por que medir os rios de lágrimas que choramos e não os quilômetros de sorriso que demos? Mesmo se poucos (e o que é pouco na contagem de uma vida?), esses momentos existiram. Com certeza, existiram. A vida sorri aqui e acolá. Sorri quando nasce uma criança, quando brota uma flor, quando as férias chegam, quando revemos alguém depois de longo tempo, quando nosso coração descobre a alegria de enxergar outro coração e assim por diante. Não fugindo da realidade que nos cerca e que devemos enfrentar, é bom relembrar o que de bom e bonito nos aconteceu. Visitar mais vezes nos recantos da mémória o bem que nos fizeram, o dia mais marcante, os momentos que compartilhamos e as gargalhadas que demos. Devemos acreditar que no muro que está diante de nós pelo menos uma janela vai se abrir, assim como se abriram as portas pelas quais atravessamos e que nos conduziram até o hoje. Quando a vida nos sorri devemos tirar um retrato dela e colocar num grande quadro, bem visível no lugar que mais ficamos na nossa casa. E olhar pra ele mais vezes, mais intensa e mais profundamente. Um momento de felicidade pode ser muito maior e compensar centenas de outros menos alegres. Se acreditamos nisso vivemos muito mais e muito mais serenamente. (Leticia Thompson - respeite o texto e sua autoria) (http://www.leticiathompson.net/leticiathompson/Quando_a_vida_sorri_LT.html)

Eu

1- "Certas dietas são simples. É só cortar açúcar, frituras, massas, molhos, bebidas alcoólicas, pães, biscoitos e os pulsos." 2- "Que me despreze, me maltrate, me agrida, tudo bem. Mas não falar de mim nem pro analista, é demais." 3- "Dizem que estou ficando amarga, enjoada, ácida, sem graça. Não é verdade. É só colocar limão, adoçante, sexo, gelo, brilhantes e mexer gostoso, que eu fico maravilhosa!" 4- "Adoro quando os feirantes, os porteiros e os pedreiros do meu bairro me chamam de gostosa. É a comunidade solidária!" 5- "Paulo era lindo, sensível, carinhoso, engraçado, elegante, delicado, gostoso, honesto, companheiro, discreto... e gay." 6- "E aí a gente vai sair daqui, vai para um motel, aí vai transar, aí vai querer de novo, aí eu me apaixono, aí você vai dizer que não quer compromisso, aí eu vou achar você um babaca, aí a gente vai brigar, aí eu vou te odiar... Tem certeza de que ainda quer saber o meu nome?" 7- "Sexo seguro, pra mim, é transar com o melhor amigo." 8- "Faço dieta americana, uso produtos franceses, malho com um personal neozelandês, faço localizada com uma russa, e não adianta. Não consigo diminuir essa bunda brasileira." 9- "Terminei com o Betão. A gente se entendia superlegal, gostava das mesmas coisas, tinha tesão um no outro, se tratava com carinho, detestava o cinema iraniano... mas faltava conflito, entende?" 10- "Faço meditação, aeróbica, judô, musculação. Jogo xadrez, vídeo game, King e batalha-naval. Estudo antropologia, física quântica, matemática e arqueologia. Escalo montanhas, faço vôo livre, salto de pára-quedas. Leio, escrevo, toco piano, pinto e bordo. Ufa!!!!! O que a gente não faz para compensar a falta de sexo gostoso."

Pessoas

Há 3 tipos de pessoas na sua vida: 1. Pessoas Folhas 2. Pessoas Ramos 3. Pessoas Raiz As pessoas folhas: Pessoas frondosas só entram na sua vida por uma temporada. Você não pode nem contar eles porque eles são fracos. Só vem pra levar o que querem, mas se o vento soprar só um pouquinho eles somem. Tens de ter cuidado com estas pessoas porque elas amam-te quando tudo é confortável, mas quando o vento começa a soprar elas não estão por perto! Eles fogem e vão embora. Pessoas Ramos: São pessoas bem apresentáveis, mas também tem que ter cuidado com elas. Afastam-se quando a vida fica difícil e não conseguem lidar com muita coisa. Podem ficar contigo durante estações, mas vão embora quando as coisas ficarem difíceis. Pessoas Raiz: Essas pessoas são muito importantes porque não fazem as coisas por conta própria. Sempre te apoiam, mesmo quando estás a passar por momentos difíceis. Nada os assusta, porque enxergam as dificuldades com coragem e lucidez, e amam-te pelo que és, ficarão contigo em qualquer estação que passares! Poucas pessoas são assim!

Um guia revolucionário

Um guia revolucionário, que finalmente vai dar um sumiço nas gorduras que moram na periferia do seu corpo! Pare de comer macarrão, lasanha, purê de batatas, pão, arroz, carne vermelha, carne branca, doces e salgados. Não tome refrigerante nem suco, mas tome muito cuidado com efeitos colaterais como perda de caloria do corpo, palidez indesejada e interrompimento de batidas cardíacas por tempo ilimitado. Tente fazer um bico como traficante! Além de subir os morros mais altos da cidade, você vai ter que fugir dos tiroteios! Se nada disso adiantar, pelo menos você ganhou uma grana pra fazer lipoaspiração! Inscreva–se no concurso para entrar no Corpo de Bombeiros! A rotina emocionante e fumegante dessa heróica profissão vai lhe render uma boa queima de calorias... principalmente se você passar no meio das chamas! Tente arrumar um emprego de funcionário público! Mas o que um funcionário público faz? Nada! Pois é, nadar é um ótimo exercício e, apesar de ser feito necessariamente dentro d’água, queima muitas calorias! Contrate um Personal Trainer muito disposto e paciente, que trabalhe cada parte do seu corpo e, principalmente, que demore pra gozar e faça você malhar até nos momentos de lazer! Torça para que o nosso sistema energético continue em curto! Assim você não usa elevador, escadas rolantes e nenhum aparelho que economize a sua energia! Espalhe o boato de que você virou homossexual! Apesar dessa drástica atitude queimar o seu filme, fazendo com que todos pensem que você está queimando a rosca, você vai ter que suar tanto pra provar o contrário, que vai acabar queimando suas calorias! Abra um site na Internet! Você vai se encher de dívidas e ter que correr atrás do prejuízo! E correr é um ótimo exercício pra emagrecer! Leia o Humor Tadela todos os dias! Estudos comprovam que o estresse que você adquire quando perde tempo com coisas chatas e inúteis, culmina em uma exorbitante queima de calorias! Portanto, se você realmente quiser emagrecer, releia este texto! Lembre-se que perder peso requer grandes esforços!

Dias

"Há dias, perguntaram-me qual foi a dor mais forte que consegui suportar. Fiquei em silêncio por um instante, não porque não soubesse a resposta, Mas porque algumas dores, não se explicam com palavras. Pensei nas dores físicas – aquelas que marcam a pele, cortam a carne. Sim, já senti algumas. Mas a dor mais intensa que já suportei, não deixou cicatrizes visíveis. Ela não sangrou, não latejou de uma forma que pudesse ser curado com remédios ou repouso. Foi uma dor que se alojou na alma, Que silenciou o meu riso, Que tornou os meus dias longos e as noites insuportáveis. Foi a dor da perda, da despedida inesperada, Do vazio deixado por alguém que partiu sem aviso. Foi a dor de um adeus sem retorno, De um amor que se desfez sem explicação, De um sonho que desmoronou diante dos meus olhos, Sem que eu pudesse segurá-lo. E o mais curioso? Sobrevivi. A dor atravessou-me, rasgou-me por dentro, mas não me destruiu. Porque, no fim, descobri que algumas dores não são feitas para serem esquecidas, Mas para serem transformadas. E, talvez, a maior força que temos seja essa: A de seguir adiante, mesmo carregando as marcas invisíveis do que um dia nos feriu."

A dor de uma mãe

A dor de uma mãe de filhos adultos é uma dor especial. Ele não grita. Não chora em público. É uma dor silenciosa, profunda e contida. que se esconde nas orações diárias, em pensamentos noturnos, em um suspiro silencioso enquanto toma uma xícara de chá na cozinha. É uma dor que aparece quando seus filhos cresceram. tomaram o seu próprio caminho, fazem suas próprias escolhas, cometem seus próprios erros. Uma mãe gostaria de correr atrás deles. segurar-lhes de mãos dadas novamente como quando eram pequenos. protegê-los do mundo, da dor, das escolhas erradas. Eu gostaria de gritar: "Pára! Eu sei o que é melhor! Eu já passei por isso! " Mas... Não pode. Porque ele já não é um menino que você pode esconder debaixo da sua asa. Ele é um adulto, com o seu próprio caminho, o seu próprio destino. seu próprio coração aprendendo através de suas próprias feridas. E essa é a parte mais difícil: permitir que seu filho viva a vida dele. Permitir que ele caia e se levante, erre e aprenda. Não interferir quando você quer gritar. Não aconselhar quando você deseja guiar. Apenas esperar. Esteja presente. Reze em silêncio. Enviar amor através dos pensamentos e esperar que chegue até eles. Acreditar que tudo vai ficar bem. Porque uma mãe, embora seus filhos cresçam, sempre conserva o mais importante: amar e rezar por eles todos os dias.

Amados e amáveis

Todos desejamos ser amados. Mas será que já compreendemos a necessidade de sermos amáveis? A História nos conta que todos os que foram hóspedes de Theodore Roosevelt, o Presidente americano, ficaram espantados com a extensão e a diversidade dos seus conhecimentos. Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um político ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer. E como fazia isso? A resposta é simples: Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado até tarde, na véspera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente àquele hóspede. Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes líderes, que a estrada real para o coração de um homem é lhe falar sobre as coisas que ele mais estima. O ensaísta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta lição. Narra a seguinte experiência: Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia. Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua atenção em mim. Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impressão de estar particularmente interessado no mesmo. Depois que ele saiu, falei vibrante: Que homem! Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que não entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto. Mas, então, por que falou todo o tempo sobre barcos? Porque ele é um cavalheiro. Viu que você estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agradável! Inspirados nessas duas ricas experiências, indagamos: será que nos esforçamos para nos tornarmos agradáveis aos outros? Será que encontramos neste mundo cavalheiros com tais características de altruísmo e polidez? São raros, infelizmente. Por isso, a lição nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuança desta virtude. Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esforçar para sermos amáveis! A amabilidade é esta qualidade ou característica de quem é amável, por definição. É ser polido, cortês, afável. É agir com complacência. Allan Kardec, ao estudar a afabilidade e a doçura, na obra O Evangelho segundo o Espiritismo, conclui: A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Não será porque sorris a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança. Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo. Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida. Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade. Cultiva a brandura sem afetação. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável (...).

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Capivara

"Dizem que a capivara não tem medo de nada. Mas não é porque seja corajosa. É porque não briga com ninguêm, Não corre.Não se exalta. Não grita. Não revida. Ela apenas caminha..como se nada no mundo pudesse tocá-l|a. Mete-se entre crocodilos como se fossem velhos conhecidos. Circula entre predadores como quem cruza a rua para comprar pão. E o mais impressionante: ninguém a ataca. Ninguém a persegue. Ninguém a teme... mas todos a respeitam. E não por ser a mais forte. Mas por não ser ameaça a ninguém. Capivara não impõe respeito com dentes, garras ou rugidos. Ela impõe com algo mais raro: sua calma. Ela tem aquela energia que desarma. Aquela paz que silencia. Aquela presença que até o mais feroz percebe... e desacelera. Talvez por isso todos a procurem: aves, macacos, patos...até os predadores. Porque estar perto de uma capivara é como desligar o mundo por dentro. É baixar o volume da cabeça. E, no fim, talvez a grande força da capivara não esteja em resistir, nem em reagir, mas em não provocar guerra nenhuma. Capivara não odeia. Não se vinga. Não compete. Ela apenas vive. Em paz. Sem pressa. Sem medo. E talvez o que mais nos falte neste mundo barulhento, não seja sermos mais duros, mais fortes ou mais rápido.. mas apenas um pouco mais capivara."

Ser velha

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítica de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo .. Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumada, de ser extravagante. Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 &70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo de chorar por um amor perdido ... Eu vou. Vou andar na praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set. Eles, também, vão envelhecer. Eu sei que eu sou às vezes esquecida. Mas há mais, alguns coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito. Eu sou tão abençoada por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velha. Ele me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer). Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!

Momentos

Há momentos na vida em que somos pássaros. Queremos voar, mas nossas asas são curtas e não nos permitem chegar além do horizonte. O que podemos está sempre aquém do que desejamos. Há momentos na vida em que temos longas asas, podemos alçar extensos voos, mas nossos limites são determinados pelo peso das bagagens que a vida nos dá. São malas como o bom senso, juízo, medo. Há os que se livram desse peso, e conseguem voar muito alto. Alguns atingem destinos fantásticos, outros conhecem o sabor do desastre. Mas há momentos na vida em que deixamos de voar. É quando nos tornamos árvores, quando nos percebemos enraizados à terra. Não nos damos conta desta mudança, que nos tira as asas e nos empresta galhos e ramos como árvore, podemos crescer para cima - na busca do sol e da luz -, e para baixo, à cata de alimentos e energia. Os dois movimentos se completam, um não é possível sem o outro. Enquanto crescemos, podemos servir de pouso para os pássaros ... Mas quando deixamos de procurar a luz, ou desistimos de cavar em busca de energia, paramos de crescer. Não há árvores assim. As árvores perseguem seu destino que é crescer e se alimentar, assim como há pássaros que só buscam voar. Saber o momento do voo, ou o instante de se enraizar, é a grande sabedoria humana. Se você é pássaro, voe em busca de seu sonho. Se você se descobriu árvore, cresça o mais alto que puder, e deixe a terra cuidar de suas sementes.

Decisões injustas

Quando as decisões ocorridas em nossas vidas nos parecem injustas, quando somos preteridos, ou condenados, sendo melhores, ou inocentes, talvez estes momentos sejam mais importantes que termos sido os escolhidos ou que nos fizessem justiça. Algumas provas nos levarão a mostrar nosso verdadeiro valor, o quando podemos ser fortes e o quanto acreditamos no poder de Deus. Ficarão surpresos aqueles que nos injustiçaram ao ver que não estamos desanimados, rebeldes, desesperados; e, que não gritamos contra as decisões equivocadas. Porque muitas vezes em nossas vidas o interesse do egoísta prevalecerá sobre a razão e; antes de tudo; temos que estar preparados para enfrentar este momento, ter a força de Deus em nossos corações e receber o golpe como algo que podemos suportar. Teria José ascensão sobre o carcereiro se fosse um prisioneiro a mais perdido em sua auto-piedade? Chegaria ele; um estrangeiro; a governador do Egito? Lembremo-nos de uma coisa; Se deixarmos sentimentos como a auto-piedade se alojar em nós, será o fim. Aprendamos a receber as provas a que somos submetidos como mais uma que podemos vencer, porque nossa proteção vem D'Ele, não é uma proteção que possa ser removida ou vencida Deixemos que mesmo nas dificuldades os que pensam ter nos vencido vejam a serenidade existente em nosso semblante, eles não poderão entender o porque, mas nossos corações experimentarão o conforto de viver com fé. E nós continuaremos caminhando serenos em busca de nossos ideais. Baseado em texto do livro Mananciais do Deserto.

Desafios

Você tem o costume de aceitar desafios, seja em qualquer área da sua vida? Ou tem hábito de tomar frente de algumas situações e resolve antes que outros solicitem ou necessitam da solução? Sabe como se chama isto? É o tema da nossa conversa de hoje: Pro atividade. Até o dia em que eu decidi criar e escrever o bom dia hoje diariamente, muitas vezes eu me comportava como uma pessoa reativa. Hoje eu detesto esse tipo de atitude, que é de apenas reagir aos acontecimentos e aos fatos que ocorrem na vida. A mudança de atitudes que eu protagonizei quando tomei a iniciativa de fazer me tornou uma pessoa proativa. E pode ter certeza que isso faz uma grande diferença para obtenção de resultados em qualquer área da vida. Segundo um pensamento atribuído a Abraham Lincoln: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. Quando você toma a iniciativa de construir ou criar seu próprio futuro, isso quer dizer Pro atividade. É um tema também muito utilizado no mundo empresarial, nas atividades profissionais e é esperado como atitude das pessoas nas organizações. Mas fora do mundo “empresarial”, o que tem a ver pro atividade com o fato de eu escrever um texto de Bom Dia todos os dias, para você? Pro atividade significa muito mais do que simplesmente tomar a iniciativa. Implica na responsabilidade que as pessoas têm sobre suas próprias vidas. O comportamento resulta de decisões tomadas e nas ações necessárias para chegar até a conclusão de um projetos e não depende das condições externas. Quer dizer, independente das condições ou de opiniões alheias, de obstáculos que podem ser encontrados durante a trajetória até o resultado final, significa ter iniciativa e responsabilidade suficiente para fazer com que as coisas aconteçam. O contrário são as pessoas reativas, aquelas que apenas reagem quando alguém lhes faz algo. As pessoas reativas são afetadas somente pelo ambiente físico enquanto que as pessoas pró-ativas agem sobre o ambiente. Os reativos são levados por sentimentos, circunstâncias, condições e ambiente. Os pró-ativos são guiados por seus valores, cuidadosamente pensados, selecionados e interiorizados. Eles continuam sendo influenciados pelos estímulos externos, sejam estes sociais, físicos ou psicológicos, mas a resposta aos estímulos é uma escolha ou reação baseada em valores. Acredite no que vou te dizer: o crescimento e as oportunidades estão reservados para os pró-ativos. Os reativos ficam com o que sobra. Se você está pensando em algum exemplo, eu deixo aqui. Proativas, são as pessoas que se antecipam. Quando pensam em alguém querido, logo entram em contato, mandam um e-mail, dão um telefonema, já os reativos, esperam o e-mail, um telefonema e aí, simplesmente respondem. E estes, os reativos, apena reclamam das oportunidades perdidas, dos amores que se foram, da vida que passou, dos sonhos que foram engavetados. Então, que tal parar de dar desculpas? Não ter tempo ou não ter dinheiro, pode ser apenas uma desculpa, para não encarar os desafios e fazer acontecer. Espero e de coração ter contribuído com você, para despertar ainda mais sua pro atividade. Pense nisso... Tenha um Bom Dia e Seja Feliz Hoje.

Dietas

1- "Certas dietas são simples. É só cortar açúcar, frituras, massas, molhos, bebidas alcoólicas, pães, biscoitos e os pulsos." 2- "Que me despreze, me maltrate, me agrida, tudo bem. Mas não falar de mim nem pro analista, é demais." 3- "Dizem que estou ficando amarga, enjoada, ácida, sem graça. Não é verdade. É só colocar limão, adoçante, sexo, gelo, brilhantes e mexer gostoso, que eu fico maravilhosa!" 4- "Adoro quando os feirantes, os porteiros e os pedreiros do meu bairro me chamam de gostosa. É a comunidade solidária!" 5- "Paulo era lindo, sensível, carinhoso, engraçado, elegante, delicado, gostoso, honesto, companheiro, discreto... e gay." 6- "E aí a gente vai sair daqui, vai para um motel, aí vai transar, aí vai querer de novo, aí eu me apaixono, aí você vai dizer que não quer compromisso, aí eu vou achar você um babaca, aí a gente vai brigar, aí eu vou te odiar... Tem certeza de que ainda quer saber o meu nome?" 7- "Sexo seguro, pra mim, é transar com o melhor amigo." 8- "Faço dieta americana, uso produtos franceses, malho com um personal neozelandês, faço localizada com uma russa, e não adianta. Não consigo diminuir essa bunda brasileira." 9- "Terminei com o Betão. A gente se entendia superlegal, gostava das mesmas coisas, tinha tesão um no outro, se tratava com carinho, detestava o cinema iraniano... mas faltava conflito, entende?" 10- "Faço meditação, aeróbica, judô, musculação. Jogo xadrez, vídeo game, King e batalha-naval. Estudo antropologia, física quântica, matemática e arqueologia. Escalo montanhas, faço vôo livre, salto de pára-quedas. Leio, escrevo, toco piano, pinto e bordo. Ufa!!!!! O que a gente não faz para compensar a falta de sexo gostoso."

terça-feira, 8 de julho de 2025

Monólogo das mãos

Monólogo das mãos Para que servem as mãos? As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever... As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário; Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena; foi com as mãos que Jesus amparou Madalena; com as mãos David agitou a funda que matou Golias; as mãos dos Césares romanos decidia a sorte dos gladiadores vencidos na arena; Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência; os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte! Foi com as mãos que Judas pos ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram. A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda; o operário construir e o burguês destruir; o bom amparar e o justo punir; o amante acariciar e o ladrão roubar; o honesto trabalhar e o viciado jogar. Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba! Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia! As mãos fazem os salva-vidas e os canhões; os remédios e os venenos; os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor. Os olhos dos cegos são as mãos. As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes; no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros. O autor do «Homo Rebus» lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida; a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem. Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas. A mão aberta,acariciando, mostra a bondade; fechada e levantada mostra a força e o poder; empunha a espada a pena e a cruz! Modela os mármores e os bronzes; da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza. Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza; doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos. O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade. O noivo para casar-se pede a mão de sua amada; Jesus abençoava com as mãos; as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes. Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar. Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias. E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem. Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida. E as mãos dos amigos nos conduzem... E as mãos dos coveiros nos enterram!

Na praia

Bem... Vamos lá contar a minha situação constrangedora da praia. Personagens principais ? Os meus filhos. Vedetas do areal. Decidi, contra todas as probabilidades e sinais do universo, levar os meus dois filhos à praia. O Henrique com 10, já com ironia nos olhos e uma maturidade sarcástica. O Santiago com 5, energia infinita, corpo de polvo e alma de bailarino. Mal estendemos as toalhas, chegaram ELES. Três gorilas de tronco nu, mais peludos que um tapete do século XIX. Geleira azul. Minis. Um rádio de pilhas que devia ter saído diretamente do baú da Rádio Comercial dos anos 80. Ligaram a cassete. Sim, cassete. Volume máximo. Estavam à vontade, no mundo deles: – “Aperta com elaaaa, …” – “Ela lê gusta lá gasolinaaaa!” E ali estavam eles, sentados no meio da areia, a comer frango assado do Pingo Doce com as mãos, a avaliar todas as mulheres que passavam como se fossem jurados do Portugal Got Pimbalhada: – “Esta parece um Cadillac… mas estampado contra o poste!” – “Aquela ali é um camião TIR... sem carga mas com traseira!” Eu ali, calada, a tentar manter os meus olhos dentro da cabeça. Foi quando o Santiago decidiu que o momento merecia coreografia. Levanta-se no meio da toalha, começa a dançar ao som da pimbalhada, rodopiar, abanar os ombros, agitar os braços como se estivesse possuído pelo espírito do Quim Barreiros. E os pezinhos, ai os pezinhos. Sem querer , ou talvez com a bênção de algum anjo rebelde , começaram a lançar areia diretamente para cima dos senhores, precisamente quando eles mastigavam a parte mais suculenta do frango. Fingi nem ouvir as reclamações." Sou surda, sou suuuuurda"- tentei convencer -me . Areia nas pernas. Areia na geleira. Areia no peito cabeludo do líder da alcateia. Eu? Com o terço imaginário na mão. A repetir mentalmente: – Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco… Senhor, se me deres forças para não gritar, eu prometo tentar ser boa pessoa até ao fim do dia. O Henrique, sentado com o livro, murmura: – Mãe… abriram as portas do zoo? Ou foi do hospício? Falta muito para ir embora ? Eis então que entra a personagem principal do terceiro ato: A Senhora do Topless. Estende a toalha mesmo à nossa frente. Tira o biquíni de cima com a classe de uma vedeta de cabaré reformada. Os seios? Um apontava para Setúbal, o outro estava a flertar com a axila. Ambos com expressão de fadiga acumulada. O Santiago para. Olha. Inclina a cabeça. Analisa. Eu estremeço. – Mãe… a senhora tem as maminhas à mostra- grita. Juro que me pareceu que todo ruído da praia se calou. (pausa filosófica) – É porque são compridas? Eu… morta. Por dentro. E o pior? Não ficou por aí. O meu filho, abençoado por Deus e sem noção estética nenhuma, apanha duas algas secas, com areia e cheiro a bacalhau morto, e caminha até à senhora. Muito sério: – Pode pôr isto nas maminhas. Assim já não assusta ninguém. Ela ri. Eu rezo mais uma Avé Maria. Os gorilas quase engasgam com o frango. Um deles diz: – Este miúdo é o Fernando Rocha em criança! Mais piadas de gosto duvidoso. Mais análises de traseiros femininos. Um dizia: – “Olha aquela! Mais enchimento que o meu sofá!” Outro: – “Esta aqui é boa. De saca na cabeça !” - e riam tanto que cheguei a ficar enjoada Até que... o guarda da praia ( sei lá eu quem era ) aparece. Vê o cenário: – Rádio antigo em volume de rave – Ossos de frango na areia – Cervejas soltas – Criança a dançar – Mamas soltas – Eu, com cara de Nossa Senhora de Fátima a meio de uma aparição Resultado? Música OFF. Frango recolhido. Senhora vestiu o biquíni com a dignidade de quem percebeu que o público era demasiado exigente. E nós? Ficámos. A rir. Eu de nervos . A comer fruta que já sabia a vapor. E a viver mais uma página gloriosa do livro: “Ser mãe dos meus filhos é um desporto de alto risco com medalha de sobrevivência emocional”.

Vida

A vida tem costume de surpreender. De repente, aparece alguém que, com um gesto, abre nossos olhos. Ou um acidente no percurso, apontando para novas direções. Às vezes, é uma viagem ou um encontro programado que segue rumos inesperados e nos transforma. É a soma de eventos assim, belos e gratuitos, que nos faz melhores, mais fortes, mais maduros. Pode ser uma soneca no ônibus, um encontro com um desconhecido, um raio que clareia tudo ou a proximidade da morte. O que importa é olhar para essas experiências e reconhecer que elas nos ensinaram e, do seu jeito, nos fizeram mais felizes. Sem pedir nada em troca, são pequenas graças plantadas no cotidiano. Como se fossem sinais, apontando para lugares onde podemos ser mais leves e alegres. Então, quando olhamos para trás e enxergamos o caminho percorrido, só nos resta agradecer, do fundo do coração, à vida, que nos faz uma versão melhor de nós mesmos. * * * Todas as forças da natureza nos impulsionam para frente, rumo ao progresso inevitável. Progresso da alma, que vai se tornando mais sensível, mais amorosa, mais madura. Progresso também da mente, mais esclarecida, com capacidade de tomar decisões com mais segurança. Aproveite esses momentos de reflexão, onde você estiver, para lembrar que experiências fizeram de você alguém melhor, e se você soube ou está sabendo aprender com os acontecimentos da vida. Todos eles, julgados como bons ou maus por nós, trazem dentro de si o objetivo de depurar o Espírito aprendiz. Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor?

Eu, melhor

Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor? Esta foi a pergunta feita pela redação de uma revista de circulação nacional, aos seus leitores. A questão gerou uma matéria muito inspirada, intitulada Eu, melhor, apresentando diversos relatos de pessoas e acontecimentos que as transformaram. Encontros, desencontros, doenças, surpresas. Diversos tipos de experiências foram narradas e, ao final de cada relato havia uma pessoa agradecida e melhor. Uma delas, ainda muito jovem, lembra o dia em que o pai recebeu o diagnóstico de câncer e veio contar à família. Pediu que não ficassem tristes pois, caso não conseguisse a cura, aproveitaria mesmo assim a oportunidade para se transformar em alguém melhor. O homem buscou perdão e reconciliação com familiares. Um dia, ao ouvir de alguém a expressão doença maldita, rebateu dizendo: Para mim, ela é bendita! Dois meses depois ele morreu. A filha, emocionada, afirma que não só ele se transformou em alguém melhor, mas mudou para melhor a vida de todos ao seu redor. Seu exemplo é lembrado até hoje e sua conduta sempre será referência para aquele núcleo familiar. * * * A vida tem costume de surpreender. De repente, aparece alguém que, com um gesto, abre nossos olhos. Ou um acidente no percurso, apontando para novas direções. Às vezes, é uma viagem ou um encontro programado que segue rumos inesperados e nos transforma. É a soma de eventos assim, belos e gratuitos, que nos faz melhores, mais fortes, mais maduros. Pode ser uma soneca no ônibus, um encontro com um desconhecido, um raio que clareia tudo ou a proximidade da morte. O que importa é olhar para essas experiências e reconhecer que elas nos ensinaram e, do seu jeito, nos fizeram mais felizes. Sem pedir nada em troca, são pequenas graças plantadas no cotidiano. Como se fossem sinais, apontando para lugares onde podemos ser mais leves e alegres. Então, quando olhamos para trás e enxergamos o caminho percorrido, só nos resta agradecer, do fundo do coração, à vida, que nos faz uma versão melhor de nós mesmos. * * * Todas as forças da natureza nos impulsionam para frente, rumo ao progresso inevitável. Progresso da alma, que vai se tornando mais sensível, mais amorosa, mais madura. Progresso também da mente, mais esclarecida, com capacidade de tomar decisões com mais segurança. Aproveite esses momentos de reflexão, onde você estiver, para lembrar que experiências fizeram de você alguém melhor, e se você soube ou está sabendo aprender com os acontecimentos da vida. Todos eles, julgados como bons ou maus por nós, trazem dentro de si o objetivo de depurar o Espírito aprendiz. Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor? Redação do Momento Espírita com base em matéria da revista Sorria nº 23, de dezembro/janeiro 2012, de autoria de Jaqueline Li, Jéssica Martineli, Karina Sérgio Gomes, Rafaela Dias, Rita Loiola, Tissiane Vicentin e Valéria Mendonça. Em 27.6.2012

O amor

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que ...distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

El mundo

“El mundo cambia si dos se miran y se reconocen” (Octavio Paz) Não importa quando você vai colocar suas vistas neste texto, as palavras se...