domingo, 21 de dezembro de 2025
Pra quem ama
Pra quem ama...
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer,
só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado,
nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós
é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido
quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros,
que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas
a responsabilidade de completar o que nos falta:
a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um":
duas pessoas pensando igual, agindo igual,
que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome:
anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria
é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório
e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados,
que os que transam pouco são caretas,
que os que transam muito não são confiáveis,
e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz,
a mesma para todos, e os que escapam dela
estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas,
são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo,
vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"
John Lennon
Leite materno
Ela descobriu que o leite materno não é estático. Ele muda a sua fórmula dependendo de o bebê ser menino ou menina.
Mas o que encontrou a seguir era ainda mais desconcertante: a saliva do bebé comunica diretamente com o corpo da mãe, dizendo-lhe qual “remédio” deve produzir.
Em 2008, Katie Hinde estava num laboratório de primatas na Califórnia, diante de dados que simplesmente não faziam sentido.
Ela analisava amostras de leite de macacas Rhesus — centenas de amostras, milhares de medições.
E então, o padrão surgiu com a força de uma revelação:
Mães de meninos produziam leite mais rico em gordura e proteínas.
Mães de meninas produziam volumes maiores, com proporções completamente diferentes de nutrientes.
O leite não era o mesmo.
Era personalizado.
Os colegas homens descartaram a ideia imediatamente:
“Erro de medição.”
“Variação aleatória.”
“Provavelmente nada.”
Mas Katie confiou nos números — e os números gritavam algo que a ciência tinha ignorado por séculos:
O leite materno não era apenas alimento. Era mensagem.
Durante décadas, tratou-se o leite humano como se fosse gasolina — um simples transporte de calorias.
Mas se fosse apenas nutrição, por que mudaria entre filhos e filhas?
Katie foi mais fundo.
Analisou mais de 250 mães e mais de 700 coletas. Cada novo dado ampliava a mesma verdade surpreendente.
Mães jovens, sobretudo as de primeira viagem, produziam leite com menos calorias, mas níveis muito mais elevados de cortisol — o hormônio do stress.
Os bebés que bebiam esse leite cresciam mais rápido, mas tornavam-se mais alertas, mais tensos, menos confiantes.
O leite não apenas alimentava o corpo do bebé. Reprogramava o seu temperamento.
Então ela descobriu algo que parecia quase impossível.
Quando um bebé suga o peito, pequenas quantidades da sua saliva regressam pelo mamilo até o tecido mamário da mãe.
Essa saliva contém um retrato químico do estado imunológico do bebé.
Se ele está a lutar contra uma infeção, o corpo da mãe deteta isto — e em poucas horas começa a produzir anticorpos específicos para aquele problema.
A contagem de glóbulos brancos no leite sobe de cerca de 2.000 para mais de 5.000.
A de macrófagos quadruplica.
E quando o bebé melhora, tudo retorna ao normal.
Não era alimentação.
Era diálogo. Uma conversa biológica entre dois corpos.
O bebé “dizia” o que estava errado.
A mãe respondia com o remédio exato.
Uma linguagem silenciosa que a ciência ignorou durante séculos.
Em 2011, Katie juntou-se a Harvard e começou a vasculhar pesquisas antigas.
O que encontrou era quase ofensivo: havia o dobro de estudos sobre disfunção erétil do que sobre composição do leite materno — o primeiro alimento humano, a substância que sustentou toda a nossa espécie.
Então criou um blog com um título provocador:
“Mamíferos não prestam... Leite!”
Em um ano, ultrapassou um milhão de visualizações.
Pais, médicos, investigadores começaram a fazer perguntas que ninguém antes tinha ousado levantar.
As descobertas não pararam:
– O leite muda ao longo do dia — picos de gordura no fim da manhã.
– O leite inicial é diferente do leite final — bebés que mamam mais tempo recebem leite mais gordo no final da mamada.
– Há mais de 200 oligossacarídeos no leite humano que o bebé não consegue digerir — eles existem apenas para alimentar bactérias benéficas no intestino.
– E o leite de cada mãe é tão único quanto uma impressão digital.
Em 2017, a sua palestra TED correu o mundo.
Em 2020, apareceu no documentário “Babies”, da Netflix.
Hoje, no Laboratório Comparativo de Lactação da Universidade Estadual do Arizona, a Dra. Katie Hinde continua a desvendar como o leite materno molda o desenvolvimento humano desde as primeiras horas de vida.
O seu trabalho orienta o cuidado de bebés de UTI, melhora fórmulas infantis para mães que não podem amamentar e influencia políticas de saúde pública no mundo inteiro.
E revela algo profundo:
O leite materno está em evolução há 200 milhões de anos — mais tempo do que os próprios dinossauros.
Aquilo que a ciência insistiu em chamar “nutrição simples” é, na verdade, o mais sofisticado sistema de comunicação biológica da Terra.
Katie Hinde não estudou apenas leite.
Ela expôs a inteligência ancestral por trás do primeiro alimento humano — uma conversa contínua, precisa e sensível entre mãe e bebé, que molda o desenvolvimento da nossa espécie desde o início dos tempos.
E tudo começou porque uma cientista recusou-se a acreditar que metade da conversa era apenas “erro de medição”.
Às vezes, as descobertas mais revolucionárias nascem quando alguém decide ouvir aquilo que todo o mundo ignora.
O arquétipo da sombra
O arquétipo da Sombra é o lado escuro da mente, moradia do inconsciente. Lá estariam guardados os instintos animais que o homem herdou de espécies primitivas na evolução, e também as funções menos utilizadas da personalidade. É representada pelas idéias, desejos e memórias que foram reprimidos pelo consciente, por ser incompatível com a Persona e contrárias aos padrões morais e sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece na forma daquilo que detestamos. No caso de Neo, um engravatado do governo.
Quanto mais a Sombra tornar-se consciente, menos ela pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza, e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma “caricatura bidimensional” que rejeita a ambivalência presentes em todos nós. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na Psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá. Mas cuidado para não se tornar a sombra (identificação possessiva), pois ela também é um arquétipo “bidimensional”.
Smith não é o único caso de sombra no filme. Somos apresentados a uma pessoa cuja trajetória de vida lembra a de Neo, só que muito mais arrogante e manipulador: Merovíngio. Ele, que já foi um Iluminado, um liberto da Matrix, se rendeu aos prazeres da matéria, gerenciando um “inferninho” (qualquer semelhança com o mito do Anjo Caído não é coincidência). Ele aparentemente controla a Matrix, mas também é controlado por ela. As próprias máquinas são outra forma de sombra: a projeção.
Fonte: A matrix de Carl Jung
Fanatismo
Não existe fanatismo religioso, o fanatismo é humano. E, portanto, ele se manifesta em todas as instâncias humanas: na religião, na política, na filosofia, na ciência, nos esportes, nos grupos evolutivos e onde houver gente.
O fanatismo é a intolerância, a intransigência e radicalismo diante de um pensamento diferente ou simplesmente a insegurança e a carência de sentir a necessidade de parecer “superior”, “mais importante”, “escolhido” de alguma forma.
Se a opção da religião do outro me incomoda, eu sou fanático. Se o cético me incomoda, eu sou um fanático. Se a opção de alguém ser ateu me incomoda, eu sou fanático. Se o conhecimento produzido por Ramatís me incomoda, eu sou fanático. Óbvio, serve para todos e para os autores desta matéria também.
Todos somos mais ou menos fanáticos e arrogantes, todos nos irritamos em certo nível e contexto. O cético defende o ceticismo, o capitalista defende o lucro, o evangélico defende o céu e o espírita defende a reencarnação, mas se as opções por si só já incomodam, então o fanatismo é grave, porque estes apenas escolheram suas respectivas opções, nem sequer se importaram contigo ou comigo.
E fica mais grave ainda conforme o nível de semelhança da linha que disputa a “verdade” maior. O espírita purista ataca o espírita universalista, o estudante da consciência ataca o gnóstico, o evangélico da igreja “A” ataca evangélico da igreja “B”, o Espírita tradicional ataca a Umbanda, cada um defendendo suas “verdades” e seus “mercados” a ferro e a fogo, porquanto os argumentos, quase todos pseudocientíficos, é que seduzem em seu discurso doutrinário para seus prosélitos, a fim de engordar a fonte com mais fiéis e obter mais fundos para seu investimento de salvação (diga-se de passagem, sempre aprovado por Deus, pelo Guru, pelo Mestre ou pelo Serenão[1]).
E não é só diante das opções alheias que se revela o fanatismo. Diante dos ataques e agressões, também. São os antagonismos nas escolhas das opções! “Se existe o ´céu´, então não existe reencarnação!” “Meu mestre é mais poderoso que o seu”, “Meu guru é mais poderoso que Jesus”... “Só o meu guru acessa o Serenão”. E cada um defende sua verdade enquanto todo o resto é mentira.
[1] Serenão – evoluímos através das reencarnações até que ficamos muito avançados consciencialmente próximos das últimas reencarnações. Quando alguém se encontra nesta fase de últimas reencarnações antes de se libertar definitivamente do corpo físico, segundo certa linha evolutiva, está na fase do serenismo, se tornou um Serenão. O termo Serenão é também utilizado no plano astral pelos espíritos que lá transitam.
Paz e luz
A sabedoria do silêncio interno
TAO – A Sabedoria do Silêncio Interno
May11
Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.
Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projectem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.
Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflicta a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e acções, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.
Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e reflectindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.
Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reacções emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída.
Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.
Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.
Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incómodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.
Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.
O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projecção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.
Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afectam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.
Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.
Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.
Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.
(Texto Taoísta)
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