quinta-feira, 29 de maio de 2025

Kópakonan

Uma estátua da Mulher-Foca. Ela está em Mikladagur, na ilha de Kalsoy. Ela é feita de bronze e aço inoxidável. A estátua foi projetada para suportar ondas de 13 metros. No início de 2015, uma onda de 11,5 metros varreu a estátua. Ela permaneceu firme e nenhum dano foi causado. A lenda de Kópakonan (a Mulher-Foca) é um dos contos populares mais conhecidos nas Ilhas Faroé. Acreditava-se que as focas eram antigos seres humanos que voluntariamente buscavam a morte no oceano. Uma vez por ano, na décima terceira noite, elas tinham permissão para vir à terra, tirar suas peles e se divertir como seres humanos, dançando e se divertindo. Um jovem fazendeiro da vila de Mikladalur na ilha norte de Kalsoy, imaginando se essa história era verdadeira, foi e ficou esperando na praia em uma noite do décimo terceiro. Ele observou e viu as focas chegando em grande número, nadando em direção à costa. Elas subiram na praia, trocaram suas peles e as colocaram cuidadosamente nas pedras. Despojadas de suas peles, elas pareciam pessoas normais. O jovem rapaz olhou para uma linda garota foca colocando sua pele perto do local onde ele estava se escondendo, e quando a dança começou, ele se esgueirou e a roubou. A dança e os jogos continuaram a noite toda, mas assim que o sol começou a espreitar acima do horizonte, todas as focas vieram buscar suas peles para retornar ao mar. A garota foca ficou muito chateada quando não conseguiu encontrar sua pele, embora seu cheiro ainda permanecesse no ar, e então o homem de Mikladalur apareceu segurando-a, mas ele não a devolveu a ela, apesar de seus apelos desesperados, então ela foi obrigada a acompanhá-lo até sua fazenda. Ele a manteve com ele por muitos anos como sua esposa, e ela lhe deu vários filhos; mas ele sempre teve que se certificar de que ela não tivesse acesso à sua pele. Ele a mantinha trancada em um baú do qual só ele tinha a chave, uma chave que ele mantinha o tempo todo em uma corrente presa ao seu cinto. Um dia, enquanto ele estava no mar pescando com seus companheiros, ele percebeu que tinha deixado a chave em casa. Ele anunciou a seus companheiros: "Hoje eu vou perder minha esposa!" - e ele explicou o que tinha acontecido. Os homens puxaram suas redes e linhas e remaram de volta para a costa o mais rápido que puderam, mas quando chegaram à fazenda, encontraram as crianças sozinhas e sua mãe fora embora. Seu pai sabia que ela não voltaria, pois ela tinha apagado o fogo e guardado todas as facas, para que os jovens não pudessem se machucar depois que ela tivesse ido embora. De fato, quando ela chegou à costa, ela vestiu sua pele de foca e mergulhou na água, onde uma foca macho, que a amou todos aqueles anos antes e ainda estava esperando por ela, apareceu ao seu lado. Quando seus filhos, aqueles que ela teve com o homem de Mikladalur, mais tarde desceram para a praia, uma foca emergiu e olhou para a terra; as pessoas naturalmente acreditaram que era a mãe das crianças. E assim os anos passaram. Então, um dia, aconteceu que os homens de Mikladalur planejaram ir fundo em uma das cavernas ao longo da costa distante para caçar as focas que viviam lá. Na noite anterior à partida, a esposa foca do homem apareceu para ele em um sonho e disse que se ele fosse caçar focas na caverna, ele deveria se certificar de não matar a grande foca macho que estaria deitada na entrada, pois era seu marido. Nem deveria machucar os dois filhotes de foca no fundo da caverna, pois eram seus dois filhos pequenos, e ela descreveu suas peles para que ele os conhecesse. Mas o fazendeiro não deu ouvidos à mensagem do sonho. Ele se juntou aos outros na caçada, e eles mataram todas as focas que puderam colocar as mãos. Quando voltaram para casa, a captura foi dividida, e como sua parte o fazendeiro recebeu a grande foca macho e as nadadeiras dianteiras e traseiras dos dois filhotes. Como vingança, após a caçada, sua esposa se transformou em um troll assustador e amaldiçoou os homens do povoado a morrerem em acidentes frequentes, até atingir o número suficiente para unirem-se os braços em volta da ilha inteira. (Desde então, tem havido vários eventos trágicos no mar e quedas de rochas imensas dos penhascos, "o que sugere que a maldição ainda persiste".) Divã da Memória No divã da memória, tentamos esquecer o que não gostamos e lutamos para lembrar o que adoramos. Atualmente, esta é uma terapia confusa, desgastante e desafetusoa, pois a sociedade mediática de massa nos faz esquecer que lembrar o natural é importante, ela nos suprime a memória ao abarrotá-la com perecíveis asneiras, ao entulhá-la com temporárias besteiras e ao superlotá-la com desnecessárias baboseiras. Tal sociedade muda nossas percepções ao incitar-nos a refletir internamente sobre as coisas de fora ao invés de entendermos sobre as coisas de dentro. Ela tenta imprimir o temporário como imprescindível, o efêmero como indispensável e o provisório como fundamental. Ela nos condena à uma amnésia do essencial, à uma ignorância anestesiada sobre nossas reais naturezas e, ao fazê-lo tão contínua e vorazmente, nos desterra à uma sensação de impotência que assombra e amedronta. Enquanto isto, no divã inevitável da memória, vagamos desordenadamente tentando juntar os pedaços perdidos pelo caminho, os resquícios da natureza individual que porventura lembramos e os fragmentos de esperanças que ainda nos impelem a seguir na caminhada da vida. A impessoal sociedade de números fraciona a unidade da alma humana, conturba sua memória e a relega à um estado alterado de consciência existencial. (Tadany – 12 12 15) O arquétipo da Sombra é o lado escuro da mente, moradia do inconsciente. Lá estariam guardados os instintos animais que o homem herdou de espécies primitivas na evolução, e também as funções menos utilizadas da personalidade. É representada pelas idéias, desejos e memórias que foram reprimidos pelo consciente, por ser incompatível com a Persona e contrárias aos padrões morais e sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece na forma daquilo que detestamos. No caso de Neo, um engravatado do governo. Quanto mais a Sombra tornar-se consciente, menos ela pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza, e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma “caricatura bidimensional” que rejeita a ambivalência presentes em todos nós. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na Psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá. Mas cuidado para não se tornar a sombra (identificação possessiva), pois ela também é um arquétipo “bidimensional”. Smith não é o único caso de sombra no filme. Somos apresentados a uma pessoa cuja trajetória de vida lembra a de Neo, só que muito mais arrogante e manipulador: Merovíngio. Ele, que já foi um Iluminado, um liberto da Matrix, se rendeu aos prazeres da matéria, gerenciando um “inferninho” (qualquer semelhança com o mito do Anjo Caído não é coincidência). Ele aparentemente controla a Matrix, mas também é controlado por ela. As próprias máquinas são outra forma de sombra: a projeção. Fonte: A matrix de Carl Jung Não existe fanatismo religioso, o fanatismo é humano. E, portanto, ele se manifesta em todas as instâncias humanas: na religião, na política, na filosofia, na ciência, nos esportes, nos grupos evolutivos e onde houver gente. O fanatismo é a intolerância, a intransigência e radicalismo diante de um pensamento diferente ou simplesmente a insegurança e a carência de sentir a necessidade de parecer “superior”, “mais importante”, “escolhido” de alguma forma. Se a opção da religião do outro me incomoda, eu sou fanático. Se o cético me incomoda, eu sou um fanático. Se a opção de alguém ser ateu me incomoda, eu sou fanático. Se o conhecimento produzido por Ramatís me incomoda, eu sou fanático. Óbvio, serve para todos e para os autores desta matéria também. Todos somos mais ou menos fanáticos e arrogantes, todos nos irritamos em certo nível e contexto. O cético defende o ceticismo, o capitalista defende o lucro, o evangélico defende o céu e o espírita defende a reencarnação, mas se as opções por si só já incomodam, então o fanatismo é grave, porque estes apenas escolheram suas respectivas opções, nem sequer se importaram contigo ou comigo. E fica mais grave ainda conforme o nível de semelhança da linha que disputa a “verdade” maior. O espírita purista ataca o espírita universalista, o estudante da consciência ataca o gnóstico, o evangélico da igreja “A” ataca evangélico da igreja “B”, o Espírita tradicional ataca a Umbanda, cada um defendendo suas “verdades” e seus “mercados” a ferro e a fogo, porquanto os argumentos, quase todos pseudocientíficos, é que seduzem em seu discurso doutrinário para seus prosélitos, a fim de engordar a fonte com mais fiéis e obter mais fundos para seu investimento de salvação (diga-se de passagem, sempre aprovado por Deus, pelo Guru, pelo Mestre ou pelo Serenão[1]). E não é só diante das opções alheias que se revela o fanatismo. Diante dos ataques e agressões, também. São os antagonismos nas escolhas das opções! “Se existe o ´céu´, então não existe reencarnação!” “Meu mestre é mais poderoso que o seu”, “Meu guru é mais poderoso que Jesus”... “Só o meu guru acessa o Serenão”. E cada um defende sua verdade enquanto todo o resto é mentira. [1] Serenão – evoluímos através das reencarnações até que ficamos muito avançados consciencialmente próximos das últimas reencarnações. Quando alguém se encontra nesta fase de últimas reencarnações antes de se libertar definitivamente do corpo físico, segundo certa linha evolutiva, está na fase do serenismo, se tornou um Serenão. O termo Serenão é também utilizado no plano astral pelos espíritos que lá transitam. Paz e luz Dalton

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