quinta-feira, 15 de maio de 2025

Doces delirios

Doces Delírios Quando deixo de sonhar, a nitidez da vida me assusta. Sua vivacidade é sagaz e horrenda. Seu ímpeto é limitante como cantos circunscritos de um hermético quadrado. Sua caminhada é tortuosa e previsiva. Suas intenções são egocêntricas e abusivas. Suas atitudes são superficiais e mendicantes. Quando deixo de sonhar, me assusta a vida que não vive, mas fingir viver numa ilusão delirante que se autoalimenta descontrutivamente com finíssimos toques de desespero, fuga e dor. Então, prefiro viver entorpecido pela loucura de meus sonhos do que desperto na falsidade de um aparente viver.

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