segunda-feira, 2 de junho de 2025

Soneto 116

William Shakespeare Soneto 116 De almas sinceras a união sincera Nada há que impeça: amor não é amor Se quando encontra obstáculos se altera Ou se vacila ao mínimo temor. Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante Cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora Seu alfanje não poupe a mocidade; Amor não se transforma de hora em hora, Antes se afirma, para a eternidade. Se isto é falso, e que é falso alguém provou, Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Fantasia

Por vezes no Mundo da Fantasia as coisas não correm muito bem. As fadas zangam-se, as abelhas colocam os ferrões nos bracitos dos meninos, a...