terça-feira, 14 de janeiro de 2025

A demência de amar à distância.

(Autor: Marcos Woyames de Albuquerque) Alguém chamou de demência, Amar sem por perto estar. Quem disse que a ausência, Não condiz o verbo amar? Se a distância se faz presente, Impossível esquecer, Pois amar quem está ausente, Faz a gente mais querer. Se o tempo nos afasta, Faz nascer no peito a saudade. O tempo não desgasta, Um amor quando é de verdade. Não sentir a tua presença, Não me faz jamais esquecer. Determina sim a sentença, Da vontade de te querer. Procurar por outro alguém, Pode ser a solução. Solução pra quem não tem, Amor real no coração. O silêncio não assusta, Não me deixa nem aflito. Sei que tua falta é injusta, No peito guardo este grito. Pode ser insanidade, Manter amores aos poucos. Melhor que não ter amor, É amar alguém como os loucos.

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