sexta-feira, 20 de setembro de 2024

A televisão e os nossos filhos

A televisão entrou no Brasil nos anos 50 do século passado, com a atuação destacada do senador Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo,, sem que não esqueçamos também de outros pioneiros como Victor Costa. E ganhou expressão maior quando Roberto Marinho com dinheiro dos EUA, implantou a sua rede de televisão, para sustentar o golpe de 1º de abril de 1964. E ela uma realidade como o é a atual internacional de Comunicações a que o povo em seu linguajar diário, seguindo a lei do menor esforço, válida também na formação de qualquer idioma, chama apenas de Internet. Assim, é praticamente impossível aos pais ( professores) Impedirem que seus filhos (ou alunos) deixem de assistir às inúmeras cenas de violência que a telinha mágica traz para o nosso lar sem pedir licença. Violência real que se dá dentro do recinto doméstico, na via pública, nas cidades e mesmo nos campos, numa hora quando Brasil já está mais de 80% urbanizado, sem a grandemente necessária reforma agrária, o que iria melhorar sem dúvida alguma a qualidade de vida do próprio citadino, às voltas com o trânsito engarrafado, com os serviços de saúde congestionados e, cá entre nós, que ninguém leia, sucateados para que os planos de saúde prosperem à tripa forra. Aliás, todos sabemos disto, não é mesmo? Assim, os pais e mães da esmagada classe média, já assoberbados de trabalhos a encarar a fim de equilibrar a economia do lar, ainda têm que vigiar os filhos vêem na tv em cores. A mim me parece que uma solução seria o pai e a mãe assistirem, dentro do possível, a esses programas, a estas novelas e a esses filmes fazendo com que os meninos e meninas, até mesmo os já adolescentes, saibam que a realidade é diferente do que mostra a tv. Ali, por exemplo, nas novelas, ninguém trabalha, ninguém estuda e tudo cai do céu, todos têm carro do ano, satisfazem o sexo sem compromisso, vivem de papo pro ar o tempo todo, malhando agora, viajando depois. Por outro lado, os eternos jogos de futebol e os programas humorísticos de qualidade duvidosa apenas agora servem para desviar a atenção do povo quanto ao problema de desmatamento da Amazônia e da mata Atlântica, da entrega dos nossos recursos hídricos e de petróleo aos grupos transnacionais e crescente aumento de doenças por fome, por miséria e também pelo abuso do sexo exercido sem responsabilidade. Em Roma, os Césares davam pão e circo a fim de que o povo se divertisse. Agora dão só o circo. E quando alguém pede pão, recebe uma paulada, tachado de mais um subversivo ou comunista. Fica aqui o meu apelo. Não se trata de puritanismo. Não. É o mais verdadeiro patriotismo. Eduquemos nossos filhos e alunos no sentido de que vejam tv e mesmo leiam os jornais com olhos críticos, não se deixando levar pelo canto da sereia dentro daquela filosofia maquiavélica:”Quanto mais burro um povo, tanto melhor”.

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