segunda-feira, 30 de setembro de 2024
Amêijoas Japónicas
A pesca ilegal de amêijoas no Rio Tejo parece um negócio rentável.
Muitos pescadores se submetem a ficar dentro do Rio Tejo por horas a fio, seja em qualquer estação do ano, para que possam pescar e assim receber algum dinheiro em troca desse árduo trabalho e além do mais são explorados e coagidos.
Assim que a maré baixa, várias pessoas entram no Tejo em busca desses bivalves, eles usam facas de mariscar, ancinhos, enxadas, sacos e ganchorras ( utensílio utilizado na pesca de arrasto que é composto por uma estrutura rígida e um saco de rede ou grelha metálica).
Eles andam quilómetros dentro do Tejo cavando o lodo. Essa atividade ilegal é na maioria das vezes o único sustento dessas pessoas, que a maioria deles vivem em vagas, sem privacidade e locais sub- humanos.
Muitas dessas amêijoas são apreendidas pela GNR e devolvidas ao Tejo.
Li um artigo que cita que o consumo dessas amêijoas só poderá ser feito após serem cozidas.
Pois pode constituir um grave problema para a saúde como a intoxicação.
Sempre que passo pela Ponte Vasco da Gama observo os pescadores e essa semana resolvi filmar o trabalho deles.
Domingo estive no Samouco observando a chegada dos pescadores, a maioria chega de bicicleta, outros de moto e alguns de carro. Ali mesmo começam a colocar suas roupas de mergulho, botas e outros apetrechos. Inclusive reparei que existem várias mulheres que estavam a se preparar para mais uma noite dentro do Tejo mexendo no lodo.
Não tirei fotos pois não pedi permissão a eles e por isso não tenho como mostrar a quantidade de pessoas reunidas ali, vi centenas, sem exagero.
Fiquei impactada ao ver de perto essa quantidade de pessoas se preparando para entrar no rio, vi pessoas de várias nacionalidade, vi jovens , adultos e idosos todos reunidos para um só destino, A pesca da amêijoa.
A minha vontade é de entrar com eles e acompanhar de perto essa pesca, o sacrifício e os riscos que correm.
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