sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Suicidio não é morte

Suicídio Não é Morte! Pedir que eu escreva sobre o que encontrei depois do meu suicídio, equivale a pedirem-me sinistra sinfonia para ópera do Horrível. Não sei dizer tudo o que é preciso e tudo que disser não será suficiente. Mas não me recuso, pois não quero perder a ocasião de alertar aos homens, que se defendam de cair no erro em que me atirei. ----- Na Terra acreditam que o suicídio seja a morte. Acreditam que, ao mandar o corpo à podridão do túmulo, está acabada a vida e o sofrimento. Acreditam que, com o suicídio, conquista-se a paz do Nada, sono tranquilo, término das angústias, cura para todas as dores, esquecimento, esmagamento de remorsos, libertação, entrada para o céu... E todos se enganam. ----- Suicídio não é morte… Não dá libertação… Não constitui remédio… Não leva ao esquecimento… Não faz calar a consciência… Não leva às portas do céu… Não é um sono tranquilo... Não sei de nada que lhe seja comparável. ----- No suicídio, as dores redobram de intensidade e se cristalizam. Eu fui um suicida, e fui morar na caverna do sofrimento, da qual Dante só viu a porta. Fui viver na região onde as lágrimas são ferventes… Onde os réprobos se mordem, se arranham, gargalham, rugem, soluçam, praguejam e maldizem. ----- Peço aos que me lerem, que acreditem no que digo, sem experimentar. O desastre será irremediável, se fizerem o mesmo que fiz. Aceitem a vida tal como ela é. Aceitem as dores, a cegueira, as decepções, deformações, a desgraça, a fome, a desonra. Aceitem tudo de mau e injusto que a Terra possa lhes dar, teus sofrimentos na carne, são coisas excelentes em comparação ao que terão no caminho do suicídio. ----- Espírito de Camilo Castelo Branco (Escritor e poeta português) 1825 – 1890 Texto simplificado e sintetizado por: Renato Koenig A Colheita Espiritismo. -- PS: O texto original consta no livro: Memórias de Um Suicida – Médium: Yvone A. Pereira (Disponível em pdf no Google) ----------------------------------

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