sábado, 19 de março de 2016

Paulo Henrique Amorim


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
conhecido como Paulo Henrique Amorim e pela sigla PHA (Rio de Janeiro22 de fevereiro de 1942) é um jornalistablogueiroempresário apresentador de TV brasileiro.
Escreve para diversos jornais e revistas do país, o blog Conversa Afiada e é atual apresentador do Domingo Espetacular pela Rede Record desde 2006.

Biografia

Nascido no Rio de Janeiro, filho do jornalista e estudioso do espiritismoDeolindo Amorim (1906—1984) e tem outros dois irmãos. Seguindo passos do pai, estudou em escolas da cidade onde nasceu e começou a trabalhar já adolescente, com a imprensa.

Carreira

O primeiro emprego como jornalista foi no jornal A Noite, no Rio de Janeiro em 1961, ano em que fez a cobertura para o jornal, a renúncia do presidente Jânio Quadros e a tentativa do governador do Rio Grande do SulLeonel Brizola, o qual formou a Cadeia da Legalidadepara garantir a posse do vice, João Goulart, que seria derrubado em 1964.
Foi contratado pela Editora Abril para ser repórter e correspondente internacional, primeiramente, da revista Realidade, depois da revista Veja e depois para as redes de TVs Manchete e Globo, tendo aberto sucursais para esses veículos em Nova IorqueEstados Unidos, passando parte da sua vida trabalhando no exterior.
Cobriu eventos com repercussão internacional: a eclosão do vírus ebola na África (1975 a 1976); a eleição (1992) e a posse do então novo presidente norte-americano Bill Clinton (1993); os distúrbios raciais (1992) e o terremoto (1994) de Los Angeles; a guerra civil de Ruanda e a rebelião zapatista no México (1994).
Em 1996, trocou a Globo pela Rede Bandeirantes.[1] onde apresentou o telejornal Jornal da Band e o programa político Fogo Cruzado, que por adotar postura independente, já produziu desentendimentos com diversos políticos ao vivo.
Em 13 de janeiro de 1999, deixou de comparecer emissora e a apresentação do telejornal foi substituída.[2] Segundo a imprensa, o não comparecimento foi por conta do protesto contra direção da emissora de implantar a Unidade Produtora de Jornalismo da emissora, planejada para gerar reportagens para os noticiários da rede, padronização que tiraria a autonomia e a diferença do Jornal da Band.[2] Quando a emissora decidiu demiti-lo por abandono de emprego, passou acusar a emissora, por meio de imprensa, vários crimes, os quais renderam-lhe cinco processos.[3] [4]
No mesmo ano, foi contratado pela TV Cultura, onde apresentou o talk-show Conversa Afiada (produzido por sua empresa PHA Produções),[5] que chegou ser exibido também pela TVE Brasil. O programa durou até o final de 2002, quando terminou o contrato.
Em 2003, foi contratado pela Rede Record, onde apresentou o telejornal nortuno Jornal da Record 2ª Edição (extinto em janeiro de 2007) e o Edição de Notícias. De 2004 até o final de janeiro de 2006, passou a apresentar a revista eletrônica exibida no final de tarde Tudo a Ver, com Janine Borba e posteriormente comPatrícia Maldonado. Desde fevereiro de 2006, apresenta o programa Domingo Espetacular, com Fabiana ScaranziJanine Borba e Adriana Araújo na mesma rede de televisão.[6]
Em agosto de 2006, foi contratado pelo portal iG, para ser blogueiro do Conversa Afiada, mesmo molde que tinha na época da TV Cultura, mas em versão on-line, em cuja página principal tinha um quadro de destaque permanente. Diversos políticos e jornalistas, como Mino Carta e José Dirceu, tinham estreado os seus blogs na época. No entanto, ficou pouco mais de um ano meio, sendo demitido em 2008.

Controvérsias

Direito de resposta de Lula contra Amorim e Bandeirantes em 1998

Em agosto de 1998, acusou no telejornal Jornal da Band, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva por adquirir apartamento e carro por meio ilegal, em meio a campanha eleitoral presidencial. No entanto, investigações comprovaram a legalidade e Lula entrou com processo contra o apresentador, a Rede Bandeirantes, conseguido direito de resposta, semelhante a que teve Leonel Brizola contra Globo no Jornal Nacional em 1994.[7]

Saída de demissão da Rede Bandeirantes em 1999

Em 1996, deixou a Globo pela Rede Bandeirantes, onde passou a apresentar o telejornal Jornal da Band e o programa político Fogo Cruzado.
Em 13 de janeiro de 1999, deixou de comparecer emissora e a apresentação do telejornal foi substituída.[2] Segundo a imprensa, o não comparecimento foi por conta do protesto contra direção da emissora de implantar a Unidade Produtora de Jornalismo da emissora, planejada para gerar reportagens para os noticiários da rede, padronização que tiraria a autonomia e a diferença do Jornal da Band.[2]
Quando a emissora decidiu demiti-lo por abandono de emprego, passou acusar a emissora, por meio de imprensa, vários crimes, os quais renderam-lhe cinco processos. Amorim também processou o canal por multa contratual, tendo ganho em primeira instância.[8] [4]

Demissão da iG em 2008

Em agosto de 2006, foi contratado pelo portal iG, para ser blogueiro do site Conversa Afiada. Na época, diversos políticos e jornalistas, como Mino Carta e José Dirceu, tinham estreado os seus blogs na época. A política era o assunto mais corriqueiro e mantinha seção intitulada "Não coma gato por lebre", cujo objetivo, segundo ele, era "deixar claro para o leitor as preferências e gostos do jornalista, de modo a não passar aos usuários uma falsa imagem de imparcialidade", o que levou muitas críticas na época.
Em 18 de março de 2008, porém, o iG tirou abruptamente o blog do ar. Em nota, o portal de notícias alegou que a audiência esperada estava aquém das expectativas e que os custos de sua manutenção não se justificavam mais, motivando a finalização do contrato antes de dezembro de 2008, o prazo final previsto, mas como o jornalista se recusou acatar a ordem, foi feita a retirada.
No entanto, Amorim relançou o blog Conversa Afiada no mesmo dia precariamente, apenas no link provisório (www.paulohenriqueamorim.com.br), posteriormente mudado para outro definitivo (www.conversaafiada.com.br) afirmou que o contrato havia sido encerrado devido às críticas que fez ao suspeito processo de fusão daBrasil Telecom e a Oi, formando a Br Oi, segundo o qual o jornalista afirmava que várias personalidades políticas se beneficiaram ilicitamente no processo, sob tolerância pelo Governo Federal. Contratou o advogado Marcos Bitelli para entrar na Justiça contra o site a fim de obter mandado de segurança, almejando recuperar todos os arquivos e posts publicados.[9]

Condenações judiciais

Em 31 de maio de 2011, a 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a sentença de primeira instância que condenou Amorim a indenizar em R$ 30 mil por danos morais ao Ali Kamel. Na sentença de primeiro grau, a juíza Ledir Dias de Araújo ressaltou que as críticas jornalísticas são sustentáveis e incentivam as pessoas a formarem as suas opiniões, mas não podem, de forma aleatória ou falsa, imputar crime a alguém. "Restou provado o abuso cometido pelo réu ao expor sua opinião acerca da pessoa do autor, ao relacioná-la ao livro de autoria deste e, ainda, de forma extremamente ofensiva, o que acarreta o dever de indenizar.". Para a juíza, não há dúvidas de que houve ofensa "em duplo aspecto, ou seja, atinge a sua honra subjetiva, pela dor íntima sofrida por tais veiculações e ainda atinge a honra objetiva, pela repercussão do fato no meio social em que vive e no meio familiar".[10] [11]
Em 14 de setembro do mesmo ano, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a indenizar R$ 100 mil por danos morais e acusação sem prova ao advogado Nélio Machado. O blogueiro publicou em 2008, que o motivo que advogado ter livrado duas vezes Daniel Dantas da prisão é por ele era “carioca muito esperto” por reunir com assessores do ministro Gilmar Mendes (do STF) para suborná-los, onde após esta reunião, é que Dantas foi liberado da prisão preventiva, mas esse encontro nunca aconteceu.[12]
Em 23 de janeiro de 2012, foi divulgado a sentença assinada pelo juiz Daniel Luiz Maia Santos, da 4ª Vara Cível de São Paulo, condenou em 9 de janeiro, Amorim pagar R$ 30 mil ao Paulo Vieira de Souza, que tinha apelido de Paulo Preto, por chamá-lo no blog "Paulo Afro-descendente" e por divulgar o endereço em que mora em 2010.[13] Na ação, o juiz rejeitou os processos sobre o envolvimento de Paulo Souza com a receptação de jóias (por ter sido publicado no jornal Diário do ABC dias antes) e ligar-o à Operação Castelo de Areia sobre o caso da Rodoanel. Só aceitou os processos de divulgar endereço e o apelido inventado pelo jornalista, respectivamente, como violação de privacidade e "atitude discriminatória".
Em 24 de fevereiro do mesmo ano, foi condenado a indenizar Heraldo Pereira, por afirmar no blog que ele não merecia estar na Rede Globo por ser negro de alma branca.[14] Nos termos do acordo, assinado e reconhecido pelas partes envolvidas, Paulo Henrique Amorim se comprometeu a doar R$ 30 mil para uma instituição de caridade indicada por Heraldo Pereira,[15] bem como a veicular três notas de retratações nos jornais Estado de São PauloCorreio Braziliense e no blog Conversa Afiada, inclusive a remover todas ofensas no blog,[16] mas o blogueiro descumpriu a decisão judicial.[carece de fontes]
Em outro processo do Heraldo Pereira, em 20 de junho, foi condenado por injúria contra Heraldo com pena de 1 ano e 8 meses que foi substituída por restrições de direitos.[17]
Em 28 de agosto de 2015, Paulo Henrique Amorim foi condenado outra vez a indenizar o diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel. A juíza Lindalva Soares Silva, da 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro, fixou em R$ 20 mil o valor a ser pago pelo blogueiro por danos morais cometidos em entrevista ao jornal Unidade, do Sindicado dos Jornalistas de São Paulo. Segundo juíza, “em uma sociedade civilizada, um jornalista precisa administrar com precisão e equilíbrio aquilo que diz, pois esta é a matéria prima do seu trabalho”. A liberdade de expressão, continua a juíza, "não pode romper com os padrões da convivência civilizada, do respeito recíproco, tampouco podem gerar situações de constrangimento, através de palavras desproporcionais, ainda que lastreadas em críticas”.[18]

Criações

Ele criou a expressão "Urubóloga"[19] [20] e frequentemente usa esse termo para se referir a jornalista e apresentadora de televisão Miriam Leitão[21] . Amorim afirma:
Miriam também é conhecida como "urubóloga" devido a constantes falhas e negativismo sobre aspectos da economia por Paulo Henrique Amorim em"Retrospectiva da Urubóloga Miriam Leitão".
 Mudou demais...agora é um petista ferrenho

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